Foguete
a fusão da Nasa pode levar astronautas para Marte em 30 dias
Com
financiamento da Nasa, cientistas da Universidade de Washington
desenvolvem aquele que pode ser o primeiro foguete a fusão nuclear
da história. Com enorme eficiência energética, a máquina teria
capacidade de levar o homem a Marte em apenas 30 dias. Como
comparação, estima-se que com a tecnologia atual, uma missão de
ida e volta a planeta consumiria quatro anos.Os
técnicos se preparam para colocar em prática um projeto que vem
sendo experimentado e desenvolvido nos últimos anos. Embora ainda
não tenha sido testado em condições reais, o foguete projetado
pela equipe de John Slough, líder da pesquisa, consiste em um
sistema até simples de entender.A
máquina é feita a partir de vários anéis de lítio, que envolvem
a área da câmara de combustão. Quando uma pastilha de isótopos de
hidrogênio começa a fluir pela câmara, um avassalador campo
magnético é criado, forçando os anéis de lítio a colapsarem. A
implosão do metal ocorre a uma velocidade tão alta, que os átomos
presentes na pastilha acabam fundindo. É mais ou menos o mesmo
procedimento que acontece dentro dos cilindros do motor de um veículo
a diesel: o pistão comprime o combustível a ponto de que ele
exploda e o mova.No
caso do motor pensado pelos norte-americanos, a fusão cria uma
explosão extremamente poderosa. Ela é capaz de ejetar os restos da
combustão a velocidades de 108 mil km/h. A reação funcionaria uma
vez a cada 10 segundos, criando uma velocidade total de 321 mil km/h,
dez vezes mais do que a alcançada pela sonda Curiosity em
sua viagem de quatro meses rumo ao planeta vermelho.Um
meio de se conseguir um processo sustentável e controlado de fusão
nuclear vem consumindo bilhões de dólares em pesquisas há décadas.
Ao contrário da fissão, usada nas usinas nucleares, a técnica é
mais limpa e gera muito mais energia.O
grande desafio para o domínio dessa tecnologia sempre foi a criação
de um sistema que gerasse mais energia do que aquela que é
necessária para fazê-lo operar. Embora a pesquisa dos cientistas da
Universidade de Washington pareça ter resolvido alguns dos problemas
inerentes, há um consenso entre físicos de que a tecnologia
necessária para a construção de reatores de fusão ainda está a
algumas décadas de distância.
Nenhum comentário:
Postar um comentário